Apetece-me respirar fundo! E é isso que faço, esperando o que o futuro tem guardado. Pode ser bom, pode ser mau, pode ser o que ele quiser.
Viver na corda bamba é típico dos tempos que correm, pelo menos cá, aqui no burgo, neste canto que ninguém chateia e onde ninguém se chateia, à excepção de umas quantas étnias que se sentem revoltadas pelo acumular dos anos e dos erros escandalosos de quem os visita de 4 em 4 anos (quando o é em menos tempo).
É olhar para as notícias e reparar que são criados mais 1500 lugares nas nossas faculdades para depois se colocar o intelectual onde ele merece, lá fora! Porque o respeito não existe e a vergonha é pouca.
É olhar para as notícias e reparar que nos querem ir ao bolso constantemente para alimentar um polvo que suga tudo o que pode, como pode e da maneira mais desavergonhada que existe, ou seja, sempre aos mesmos.
É ter vontade de continuar a trilhar um caminho no nosso país, onde estão as nossas origens e repararmos que o nosso país não nos quer. Rejeita-nos, rejeita-nos e rejeita-nos, a não ser que façamos aquele sorriso bonito e cínico que nos mantém no lugar, por mais incompetentes que sejamos.
Continuo a pensar que muitas vezes a competência não é recompensada, mas sim baseada na ajuda, no “jeito”, na amizade ou no interesse. Não se é claro ou justo, mas acima de tudo, honesto. E para mim, a honestidade tem muito que se lhe diga, quanto mais não seja porque é ele que tem feito girar a minha vida.
Portanto, o desabafo era o que eu mais precisava de fazer, escrevendo. É assim que me sinto. Fora de órbita deste país que quer avançar, mas que não consegue, por tudo…